Terça-feira, Abril 11, 2006

Sai poeira...



Comente aqui:
Sexta-feira, Março 03, 2006

Wake up Guz...



Comente aqui:
Quinta-feira, Agosto 04, 2005

Seguinte: eu esqueci tudo. Não consigo mais escrever aqui. Esqueci a senha. Esqueci como que rima.

Estou atendendo em outro endereço. Falou.

Caso interesse, pergunte: chutafoca@gmail.com




Comente aqui:
Quinta-feira, Julho 07, 2005

________________________________________________________________


Os sentimentos online... Pra estarmos tristes não precisamos chorar... Pra chorar não precisamos de lágrimas... Pra rir não precisamos de músculos nem dentes... Podemos estar rindo e chorando ao mesmo tempo... Podemos estar conversando com uma puta e com uma santa ao mesmo tempo...










Comente aqui:
Quarta-feira, Julho 06, 2005

________________________________________________________________

Mania de perseguição


Não é possível que eles descobriram. Esses caras só podem estar jogando verde. É o máximo que eles podem: desconfiar.
Não há provas, não há arma do crime, não há cúmplices, não há testemunhas, não há denúncia... Eles não sabem nem ao certo qual foi o crime. Só podem estar jogando verde pra colher maduro.
Não deixei impressões digitais. Não deixei pegadas. Nenhum tipo de rastro. Não deixei log. Nada fora do lugar. Por isso eu tenho a cara lavada de negar até a morte, e quero ver alguém provar o contrário. Podem quebrar sigilo telefônico e bancário. Podem fazer exame de DNA. Eu encaro detector de mentira como quem compra pão na padaria.
Vai ver o corpo exala algum cheiro e eles farejam. Sagazes eles, não é mesmo?! Mas pra me pegar não vai bastar o faro.
Quem sabe se eles conseguissem ver o que eu vejo no espelho...
E o que eu mais queria é poder contar pra alguém... De que adianta fazer o crime perfeito se ninguém vai saber?! Eu adoraria ter os créditos e a fama, mas esse é o preço do crime perfeito. O crime perfeito nunca pode ter autor. E o máximo que eles podem fazer é isso: desconfiar.



Comente aqui:
Sexta-feira, Junho 24, 2005

________________________________________________________________


Tá bom, tá bom... Vou dar o braço a torcer e admitir que a vida é sim, uma novela.
Eu juro que eu não queria estar nesse elenco, mas se eu não o fizer, o caminho se torna insuportável, pra mim. E afinal, pra quem mais poderia ser?
Talvez eu ganhe o oscar, ou vire ator de filme pornô.
Mas só pra que fique claro: no fundo, no fundo, é tudo uma casca.



Comente aqui:
Quarta-feira, Junho 08, 2005

________________________________________________________________



O menino ganhou uma bola de futebol nova. A bola mais bonita que ele via na vitrine, até brilhava.

A bola novinha, limpinha. O menino dormia abraçado com a bola. A bola tinha até um cheirinho de bola nova.
O menino dormia e sonhava: com o gol de cabeça, com o passe de calcanhar, o chute de trivela, a caneta ou a falta na gaveta.
Com a bola nova era tudo mais bonito ainda.

Mas a bola nova ainda não estava amaciada, era dura. Ela quicava diferente, rolava rebelde, parecia não querer obedecer aos pés do menino.

O menino lembrou então da bola velha, suja e ralada. Até mesmo um pouco oval. A bola velha parecia "encaixar" melhor no pé do menino, entender seu jogo.

Mas jogar bem com a bola velha não bastava ao menino; a bola velha o incomodava. Todos os outros meninos já haviam chutado aquela bola velha, todos os outros meninos já driblaram com a bola velha, todos os outros meninos já bicudaram a bola velha, jogaram a bola velha em outras redes, já isolaram a bola velha para fora do campo.

A bola nova era só dele. Era bonita. Era perfeita.

E o menino, pouco a pouco ia colocando a bola nova no jogo. E ela ia amaciando. E todos os outros meninos iam chutando, driblando, bicudando... E a bola nova ia ralando, a bola nova ia sujando... ficando oval...

O tempo foi passando e então o menino pediu pro Papai Noel aquela bola bonita que brilhava na vitrine da loja de esportes.

Repetia o pedido, não desistia.

Não desistia, pois ainda sonhava em jogar com uma bola nova e bonita, quem sabe num campo perfeito, que não ralasse nem sujasse sua bola. Jogando só com craques que cuidassem e tratassem a bola com respeito, sem bicudas ou isoladas.

Para que no fim do jogo, a bola ainda estivesse nova e limpa e brilhante, e o menino pudesse levá-la para casa e dormir abraçado com ela. E sonhar com o gol de cabeça, o passe de calcanhar, o chute de trivela, a caneta e a falta na gaveta. Mesmo que fosse aos 45 minutos do segundo tempo.



Comente aqui:
Quarta-feira, Junho 01, 2005

________________________________________________________________


Regressão

Regressões são como exemplos que ilustram a causa de nossos sentimentos, problemas, aflições, nóias ou traumas.

'Mire' um sentimento seu. Sentimento que você identifique claramente, que te aflige. Esse será o sentimento alvo.

'Filme', 'grave' o que você pensa quando sente esse 'sentimento alvo', depois analise o que filmou, ouça, veja. Quais são as frases que passam na sua cabeça ao sentir isso? O que te direciona a sentir assim? Qual a lógica que você usou para autorizar/habilitar esse sentimento?

A princípio pode-se achar que sentimento é algo muito impulsivo, primitivo, intuitivo. Mas se nos dedicarmos a detalhar, esmiuçar esses sentimentos, veremos que sempre seguimos uma lógica, regra. Uma corrente de pensamentos, que tem uma origem. (nunca sentimos algo "porquê sim", tudo tem motivo, causa).

O caminho contrário em busca da origem é a regressão.

Fazer isso (ainda mais sozinho) requer muita concentração. Chega a ser assustador o momento onde chegamos perto da raiz do sentimento. Como se tocassem numa zona erógena nossa, que até o momento desconhecíamos. Alívio, transtorno.

Após isso, perde-se a concentração, volta-se ao estado normal de consciência. Uma vontade de voltar ao estado anterior, onde parecia haver resposta.

Ela está lá.



Comente aqui:
Domingo, Maio 01, 2005

________________________________________________________________


Ah é... eu tenho um blog

________________________________________________________________


As idéias, as chaves, as fotos, as cartas, o copo
a saudade, o amor, as pontas, a memória, os pratos
o rádio, o tênis e o porta cds

Estão onde você deixou, pela milésima vez...
se você conseguir lembrar só disso
já tá bom demais...

________________________________________________________________


ROTEIRO, OBSERVAÇÃO E CONCLUSÃO

um menino andando de skate
leva um tombo porque bateu num patinete que estava caído no chão

uma criança brincando com uma bola no parque público
gosta muito da bola, se diverte
um dia vê um skate no chão
deixa a bola em cima do banco
e vai andar de skate
Após andar de skate a criança volta para pegar a bola
mas a bola não está mais sobre o banco

uma criança andando de patinete,
vê uma bola sobre o banco
deixa o patinete no chão e vai brincar com a bola

um trocou
outro perdeu
outro manteve
o outro ficou só

é tudo menino e criança
e nunca vai deixar de ser



Comente aqui:
Sexta-feira, Abril 15, 2005

________________________________________________________________



A arca de Noé.

E se eu chegasse pra você e falasse que eu tive uma visão e ia construir uma arca, pois ia chover pra carai e tudo ia se alagar.

Você provavelmente iria achar que eu sou louco.

Ou você iria me ajudar a construir a arca?

Dae depois começava a chover e tudo ia se alagando. Só sobrava eu e minha arca. Você pediria ajuda pra mim? Pediria uma carona na minha arca?

Não iria pedir por orgulho? Se afogava e morria mas não dava o braço a torcer?

E se você pedisse pra entrar na arca e eu falasse "NÃO!" ?

E se você pedisse pra eu jogar uma bóia e eu jogasse uma bigorna pra você afundar mais rápido?

E se eu oferecesse ajuda mesmo assim? Você acharia que eu sou bondoso ou caridoso?

E se eu oferecesse ajuda só pra poder ter você ao meu lado, contemplando o mundo todo alagado, poder olhar pra você e falar:

- Não te disse?!

Você sabe, né?! Se a situação fosse inversa, eu já tinha mandado você enfiar essa arca no cu faz tempo.



Comente aqui:
Quarta-feira, Abril 13, 2005

________________________________________________________________


Dias sem escrever. Não é de propósito. Simplesmente não sai nada. E se forçar fica ruim:

________________________________________________________________


Veneno. Que transforma o homem em rato, que vive para roer. Sendo praga insistente, peste.

Morcego é rato que pensa ser mais esperto. Rato que cria asas e já te suga o mel direto do sangue. Tem algumas facilidades.

Do homem ao rato, ao morcego. Que evolução é essa?

Enquanto o homem dorme com edredon e travesseiro, tranquilo. O morcego só dorme de cabeça virada e se escondendo da vida, dentro de uma caverna. Eita bicho feio.

No retrovisor eu vi o Batman.
Maria Joana e a Fátima,
doces e balas,
alguns remédios,
alguns venenos.

Veneno. Que transforma o homem em rato.



Comente aqui:
Quinta-feira, Março 24, 2005

________________________________________________________________


Trechos de belos romances ( de qualquer um )


Era escuro, mas nem tanto.

As formas e contornos mais característicos do ambiente, podiam ser notados. As paredes altas, as colunas largas, o piso encerado refletindo o brilho das luzes que entravam através dos grandes vitrais, ao fundo do salão.

Caminhava salão adentro. Passos cuidadosos, que não produziam som algum, pois calçava somente meias de algodão.

O silêncio seria absoluto, não houvesse um antigo relógio cuco tic-taqueando, praticamente oculto pelas sombras, na parede oposta aos vitrais.

Aparentemente não havia móveis no recinto. Uma fraca corrente de ar era sentida em sua pele, junto com um suave cheiro de produtos de limpeza.

A cautelosa caminhada continuava, procurando talvez uma porta, talvez um interruptor, uma lanterna, velas ou fósforos, talvez procurasse apenas retornar ao corpo, que julgava estar na cama.

Caminhava. Procurava. Até que o pé esquerdo encontrou e chutou, um cilindro de metal, do tamanho de um balde, que estava ao chão.

Ao ser chutado, o cilindro foi se chocando contra paredes e colunas, produzindo um barulho ensurdecedor, forte e agudo, que ecoava por todo o salão, ecoava dentro de sua cabeça. Ecoava incessantemente, eternamente.

Extremamente assustado com o barulho repentino e inesperado, sentiu estar acordando, despertando. Como se voltasse de um pesadelo, ofegante, fugitivo.

Olhou ao redor procurando a cama, a casa. Percebeu então, ainda estar dentro daquele salão escuro. Percebeu que sempre acordava no salão escuro. Percebeu que por toda a eternidade estaria caminhando pelo salão escuro esperando despertar.

E por toda a eternidade estaria se lamentando, lamentando e lamentando...

Pois tudo que ele queria era atravessar o salão desapercebido, em paz e em silêncio, calçando suas meias de algodão.



Comente aqui:
Sábado, Março 19, 2005

________________________________________________________________


Casquinhas de machucado

Sabem as casquinhas de machucado? Sim, ralados, cortes, esfolados..

Formam-se casquinhas. Após um certo tempo, dá vontade de tirar essas casquinhas.

Porém, se ainda não tiver passado tempo suficiente para uma cicatrização boa, essas casquinhas ainda estarão muito grudadas ao machucado.

Começamos pelas beiradas. As casquinhas das beiradas se soltam mais facilmente. Mas chega uma hora que não tem jeito. Se puxar mais vai sangrar, e vai doer. É nítido que o machucado ainda não curou.

Mas continuamos puxando. Dói. Começa a sangrar. Dói mais. Dá pra ver ali no machucado que a pele é puxada até romper. Ainda não está curada, estava se recompondo, mas ainda faltava algum tempo.

De repente, começa-se a pensar na dor. Analisar a dor. Questionar a dor. O que é essa dor? Compreender a dor. A dor deixa de ser dolorida e passa a ser somente ardida. E vai ardendo e vamos puxando a casquinha. De repente começa-se a pensar no arder. Arde, mas e daí? Aquilo não é nada. Só arde. Não há nenhum risco ou perigo além daquilo.

Então a casquinha começa a ser puxada com gosto. Como se desafiasse a si mesmo: "Ae corpo-cérebro-sistema nervoso, pode mandar doer à vontade, porque eu quero tirar essa casquinha, e eu vou tirar! Eu não te ouço mais!".

Nesse momento, a casquinha que estava somente no joelho, poderia estar cobrindo a perna toda. Não haveria problema, ela seria retirada.

E tudo ficaria sangrando, e formaria uma nova casquinha...

E segue assim, até o dia em que se resolve seguir a razão óbvia, e não ficar prolongando a vida dos machucados.



Comente aqui:
Quinta-feira, Março 17, 2005

________________________________________________________________


Lembranças .1

Minha primeira lembrança de desgosto com a escola, foi no Pré.

Fiz o Maternal e o Jardim de Infância numa escolinha perto de casa. Depois, fui para um colégio maior, onde começaria a fazer o Pré-Primário.

No primeiro dia de aula, minha mãe e minha vó foram comigo até a escola.

Elas ficaram conversando com a Professora e outras mães, enquanto eu, jovinho e serelepe, brincava de esconde-esconde com a pirralhada.

Lembro que eu estava sagazmente escondido atrás de uma coluna, me sentindo praticamente o mestre do esconderijo. Quando a lorpa da professora quis fazer um bonito pra minha mãe e foi brincar comigo...

Obviamente, com todo aquele alvoroço da burra, o fedelho que estava no pique "batendo cara" me achou... E eu fui pego.

Não esqueço. Olhei pra Professora abaixada na minha frente pra brincar comigo, com aquela cara de idiota, e dei-lhe um tapa na cara. Juro.

Lembro de minha mãe me arrastando pelo braço. Fomos embora. Fiz o Pré em outra escola.



Comente aqui:
Quarta-feira, Março 16, 2005

________________________________________________________________


Por quê os empates são uma merda

Nas derrotas a gente precisa de apoio, ombro amigo.
Nas vitórias, precisamos de alguém pra abraçar, comemorar, festejar.
Nos empates... precisamos de... de... Sei lá do que precisamos nos empates...



Comente aqui:
Terça-feira, Março 15, 2005

________________________________________________________________


Sabem aqueles venenos de matar pernilongo?
Tipo Spray? Sbp, Raid, etc?
Então... Eles matam os pernilongos. Mas são fortes, nos dão dor de cabeça, alergia... podem nos fazer mal. E uma hora os pernilongos voltam...

Sabem aqueles de colocar na tomada?
Aqueles não matam os pernilongos... Os pernilongos só dormem. E se o pernilongo estiver longe da tomada, ele fica meio zurêta, mas ainda é capaz de te pegar pra sugar teu sangue.

Os pernilongos que voltam, e os zurêtas, tiram o sono da mesma maneira. Foda, né?! Mas o veneno é assim...

Será que é tudo isso uma grande metáfora?

O que tá escrito ae em cima e os 3 primeiros versos do post de baixo, dizem a mesma coisa. O final eu fiz pra completar usando o que poderia ser interpretado.

E neguinho ainda acha que eu sou sentimental? uahuahauhauhauh hehehe



Comente aqui:

________________________________________________________________


A diferença entre um remédio
que te faça dormir
e um veneno
que te faça morrer

Pode ser a minha noite de sono...

Eu odeio o barulho
do bater das suas asas
Eu odeio a intoxicação
desse veneno que era pra matar VOCÊ

A diferença entre a fórmula letal
que te faça anjo
e a poção mágica
que te faça bruxa

Pode ser apenas a dosagem...

(ou as asinhas, ou a vassoura...)

Eu não gosto do seu choro
que me acorda a noite
porque não é você que chora
é delírio, efeito colateral do veneno

Não é você que me decepcionou
é esse veneno forte e vagabundo
que me deu bad trip...



Comente aqui:
Quinta-feira, Março 10, 2005

________________________________________________________________


O que é dado, não tem graça
o mandado é negado, por pirraça
que não faça o errado,
mas achas certo? Apoiado: faça

o impossível, é sonhado
o implorado, tão ridículo, é pisado
o distante, é o que se quer tocar
e o colado, dá vontade de afastar

o que tá na cara
é subestimado, de tão claro
o as entrelinhas vêm à tona
de repente, num estalo

Admita ser possível se entregar
e deixar tudo no plano da ilusão
pra curtir o sentimento adormecido
escondido, mas vivo, a emoção

não é pedra e nem é gelo
é músculo, pulsante e indomado
fazendo um pedido, um apelo
pra não ser esquecido, abandonado

pois é um ciclo, um vício natural
do instinto mais básico, animal
é pura química no cérebro,
é o que gera aquele frio visceral

não é máquina e nem é lógica
é a razão. fria e implacável
que te avisa da armadilha trágica
daquele erro previsível, porém...
inevitável.



Comente aqui:
Terça-feira, Março 08, 2005

________________________________________________________________


Boo - Mix - Anja - Bruxinha - Bianca - Mandinha


É dia delas, né? Pode visitar que essas ae eu garanto que são firmeza. Bjões pra todas.



Comente aqui:
Sábado, Março 05, 2005

________________________________________________________________

trabalho x diversão x dinheiro


- Um problema: a gente pode fazer isso, mas vai ter que ser por diversão.
- E que problema é esse de se divertir ?
- É que a gente precisa de dinheiro.
- Pra quê?
- Pra bancar a diversão, e recompensar o trabalho.
- E quem disse que não dá se divertir de graça? E que a recompensa do trabalho é dinheiro?
- E como fazer um negócio desses sem dinheiro?
- Se o importante for fazer, a gente dá um jeito.
- Vai pagar pra trabalhar?
- Não confunda trabalho, com serviço. Trabalho é o que o homem produz. O que o homem faz por instinto, dom, vocação, prazer em criar, dominar, evoluir. Serviço é uma troca, mão de obra por dinheiro. Claro que se pode unir o útil ao agradável. Mas pra isso o trabalho tem que ser bom. E chamar a atenção pela qualidade e dedicação. Por isso é importante começar um negócio com qualidade, mesmo sem lucro. Se fizer com gosto, diversão, sai mais bem feito.
- Mas fazer o quê?
- Ah... 10 reais pra te falar uma idéia!
- Tá aqui os 10 reais.
- Opa! Valeus!
- Agora fala, qual a idéia pra fazer grana me divertindo ?
- Comece a vender suas idéias!



Comente aqui:

This page is powered by Blogger. Isn't yours?